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· 4 min de leitura · Equipe CALP

Os sete pontos onde o cliente te encontra antes de te escolher

Ninguém fecha com uma empresa depois de olhar um lugar só. O cliente passa pelo Google, pelo site, pelo Instagram e por mais quatro pontos antes de decidir. O que a gente olha em cada um.

Sete peças de dominó em fila sobre mesa escura; a primeira, azul, começa a tombar.

Pensa na última vez que você contratou alguém que não conhecia. Um arquiteto, uma clínica, um fornecedor. Você não fechou na primeira coisa que viu. Pesquisou o nome, abriu o site, deu uma olhada no Instagram, talvez mandou uma mensagem pra sentir o atendimento.

O seu cliente faz a mesma coisa com você. E em cada parada ele responde, sem perceber, a mesma pergunta: essa empresa é do tamanho que diz ser?

A gente organizou essas paradas em sete pontos. Eles são a base do Raio-X, o diagnóstico da CALP que dá uma nota de 0 a 10 pra cada um. Aqui vai o que a gente olha em cada ponto.

Google: o que aparece quando pesquisam seu nome

É quase sempre a primeira parada. Alguém ouviu falar de você, digitou o nome e olhou a página de resultado. Antes de clicar em qualquer coisa, já formou uma ideia.

A gente olha se a empresa aparece de verdade: perfil com endereço, horário e fotos atuais, avaliações respondidas, o site entre os primeiros resultados. E olha o que aparece de ruim também. Foto antiga, avaliação sem resposta, telefone que ninguém atende.

Esse ponto a máquina não mede sozinha. No Raio-X completo, quem avalia é gente, com o olho de quem está do lado de fora.

Site: onde a decisão acontece, ou some

O site é onde a pessoa vai quando resolve levar você a sério. Se ele demora, quebra no celular ou parece de outra época, a decisão some junto.

No diagnóstico automático a gente lê sete critérios: se o site responde e responde rápido, se tem HTTPS, se a página tem título, se tem descrição (sem ela, o Google inventa a sua), se declara versão pra celular e se tem imagem de compartilhamento. Sem essa imagem, o link cai pelado quando alguém manda o seu site no WhatsApp.

Depois vem o que só gente avalia: se a primeira tela diz o que você faz e pra quem, se tem prova, se é fácil chamar.

Instagram: a vitrine que o cliente abre antes de te chamar

Muita gente nem passa pelo site. Vai direto no Instagram ver se a empresa existe, se está ativa, se tem cara de confiável.

A primeira coisa que a gente confere é se o site leva até o perfil. Parece detalhe, mas quem gostou do que viu precisa ter pra onde ir. A segunda é a que pesa: se o feed sustenta o preço que você cobra. Empresa com time e estrutura que aparece com cara de perfil pessoal desmonta a expectativa de quem chega.

LinkedIn: onde te julgam por autoridade

Se você vende pra outras empresas, o decisor vai te procurar aqui. E ele procura a empresa, não só o dono.

Página de empresa é o que conta. Só o perfil pessoal do sócio mostra que existe alguém, mas não mostra que existe uma empresa. Sem nenhum dos dois, você simplesmente não está no lugar onde a compra grande acontece.

WhatsApp: o balcão

É onde a conversa vira venda. Ou não vira. Resposta que demora, mensagem seca, áudio longo pra responder uma pergunta simples: tudo isso derruba negócio que já estava quase fechado.

No site, a gente olha se existe um link que abre a conversa direto. Número só escrito na página obriga a pessoa a copiar na mão, e no celular pouca gente copia. Depois vem o atendimento em si: quanto tempo leva pra responder, em que tom, e se existe um roteiro ou se cada pessoa do time responde de um jeito.

Vídeo: o que faz o cliente sentir antes de contratar

Texto explica. Vídeo faz sentir. É o mais perto que alguém chega de conhecer você sem estar na mesma sala.

A gente olha se tem vídeo rodando no site, onde a decisão acontece, ou se ele está escondido num canal que ninguém abre. E olha a qualidade: som, luz, roteiro. Vídeo amador às vezes faz pior do que vídeo nenhum, porque prova justamente o que você queria esconder.

Kit comercial: o documento que fecha, ou envergonha

Proposta, apresentação, catálogo. É o que o cliente leva pra reunião interna quando precisa convencer o sócio ou o chefe de que você é a escolha certa. Você não está na sala. O documento está.

Esse também não dá pra medir de longe. No Raio-X completo a gente pede pra ver e compara com o resto: o documento conta a mesma história que o site e o vídeo contam?

O ponto mais fraco manda

O que a gente mais encontra não é empresa ruim nos sete pontos. É empresa ótima em três e fraca em dois. Site novo e WhatsApp que leva um dia pra responder. Vídeo lindo e Google com foto antiga.

E o cliente não tira média. Ele para no ponto fraco. Por isso o Raio-X aponta, além da nota geral, qual é o pior ponto: é por ali que se começa.

A home do site roda uma versão automática desse diagnóstico. Você digita o endereço do seu site e vê a nota dos pontos que dá pra medir na hora, com o que foi lido em cada um. Faz o teste aqui. Não pede cadastro.

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